Mochilar é impreciso

navegar é preciso – viver não é preciso – mochilar, então, virge maria
 
 

Arquivo para a categoria 'Visceralidade posta fora'

O erê no mato

• 28/10/2008 • 2 Comentários

Publicado em Gentes que tem por aí, Grandes, Lirismo com ou sem putaria, O mundo. Todo ele., Visceralidade posta fora


Processo criativo

• 15/09/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Grandes, Lirismo com ou sem putaria, Visceralidade posta fora


País Verde

• 17/08/2008 • 1 Comentário

Publicado em Gentes que tem por aí, Grandes, Lirismo com ou sem putaria, O mundo. Todo ele., Visceralidade posta fora


Carta aberta ao senhor Daniel da Rocha Ivo Lins

• 17/08/2008 • 1 Comentário

Publicado em Gentes que tem por aí, Grandes, Visceralidade posta fora


Cantiga da (i)maturidade

• 17/08/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Médios, Visceralidade posta fora


As coisas misturam

• 30/06/2008 • 1 Comentário

Publicado em O mundo. Todo ele., Pequenos, Visceralidade posta fora


Momento inesquicevel #247

• 30/06/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Lirismo com ou sem putaria, Pequenos, Visceralidade posta fora


Grandes momentos de auto-aceitação

• 25/06/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Pequenos, Visceralidade posta fora


Literatura de mochila

• 17/06/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Jornaleiras, Médios, Visceralidade posta fora


E o trem passou..

• 17/06/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Pequenos, Visceralidade posta fora


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Cantiga de Malazarte

Eu sou o olhar que penetra nas camadas do mundo,
ando debaixo da pele e sacudo os sonhos.
Não desprezo nada que tenha visto,
todas as coisas se gravam pra sempre na minha cachola.

Toco nas flores, nas almas, nos sons, nos movimentos, destelho as casas penduradas na terra,
tiro os cheiros dos corpos das meninas sonhando.

Desloco as consciências,
a rua estala com os meus passos,
e ando nos quatro cantos da vida.

Consolo o herói vagabundo, glorifico o soldado vencido,
não posso amar ninguém porque sou o amor,
tenho me surpreendido a cumprimentar os gatos
e a pedir desculpas ao mendigo.

Sou o espírito que assiste à Criação
e que bole em todas as almas que encontra.

Múltiplo, desarticulado, longe como o diabo.

Nada me fixa nos caminhos do mundo.

Murilo Mendes
 

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