Mochilar é impreciso

navegar é preciso – viver não é preciso – mochilar, então, virge maria
 
 

Arquivo para a categoria 'Nonsensidelia'

O causo do gigante Piaimã comedor de gente

• 1/10/2008 • 1 Comentário

Publicado em Grandes, Lirismo com ou sem putaria, Nonsensidelia, Visão crítica acerca da realidade


Programa de auditório

• 15/09/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Grandes, Nonsensidelia, Visão crítica acerca da realidade


Crônica do interior do Pará

• 17/08/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Médios, Nonsensidelia, O mundo. Todo ele.


Vem aí o dia dos 12 posts

• 24/07/2008 • 1 Comentário

Publicado em Nonsensidelia, Pequenos


Conto de duas agulhas

• 29/06/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Grandes, Lirismo com ou sem putaria, Nonsensidelia, Visão crítica acerca da realidade


A caneta acordou meio totalitária

• 14/06/2008 • 1 Comentário

Publicado em Grandes, Lirismo com ou sem putaria, Nonsensidelia, O mundo. Todo ele., Visceralidade posta fora


E agora, para algo completamente diferente…

• 22/05/2008 • 1 Comentário

Publicado em Nonsensidelia, O mundo. Todo ele., Pequenos


Fatima Bernardes presa em SP; Bonner foragido

• 29/04/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Jornaleiras, Médios, Nonsensidelia


O Sol, esse grande corno

• 22/04/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Grandes, Nonsensidelia, Putaria com ou sem lirismo


Construção de cenário em cinco imagens

• 22/04/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Nonsensidelia, O mundo. Todo ele., Pequenos


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Cantiga de Malazarte

Eu sou o olhar que penetra nas camadas do mundo,
ando debaixo da pele e sacudo os sonhos.
Não desprezo nada que tenha visto,
todas as coisas se gravam pra sempre na minha cachola.

Toco nas flores, nas almas, nos sons, nos movimentos, destelho as casas penduradas na terra,
tiro os cheiros dos corpos das meninas sonhando.

Desloco as consciências,
a rua estala com os meus passos,
e ando nos quatro cantos da vida.

Consolo o herói vagabundo, glorifico o soldado vencido,
não posso amar ninguém porque sou o amor,
tenho me surpreendido a cumprimentar os gatos
e a pedir desculpas ao mendigo.

Sou o espírito que assiste à Criação
e que bole em todas as almas que encontra.

Múltiplo, desarticulado, longe como o diabo.

Nada me fixa nos caminhos do mundo.

Murilo Mendes
 

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