Mochilar é impreciso

navegar é preciso – viver não é preciso – mochilar, então, virge maria
 
 

Arquivo para a categoria 'Médios'

Essas gentes que desmancham

• 25/09/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Gentes que tem por aí, Lirismo com ou sem putaria, Médios, Visão crítica acerca da realidade


Constatar obviedade

• 2/09/2008 • 1 Comentário

Publicado em Médios, Visão crítica acerca da realidade


Veja bem, isso é muito natural

• 28/08/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Lirismo com ou sem putaria, Médios


Minha namorada sem-terrinha

• 17/08/2008 • 1 Comentário

Publicado em Lirismo com ou sem putaria, Médios


História real

• 17/08/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Gentes que tem por aí, Médios


Identidade Nacional

• 17/08/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Médios, O mundo. Todo ele.


Cadela tradicionalista

• 17/08/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Gentes que tem por aí, Lirismo com ou sem putaria, Médios


Crônica do interior do Pará

• 17/08/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Médios, Nonsensidelia, O mundo. Todo ele.


Cantiga da (i)maturidade

• 17/08/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Médios, Visceralidade posta fora


Garimpando nas lão rause

• 24/07/2008 • Deixe um comentário

Publicado em Jornaleiras, Médios


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Cantiga de Malazarte

Eu sou o olhar que penetra nas camadas do mundo,
ando debaixo da pele e sacudo os sonhos.
Não desprezo nada que tenha visto,
todas as coisas se gravam pra sempre na minha cachola.

Toco nas flores, nas almas, nos sons, nos movimentos, destelho as casas penduradas na terra,
tiro os cheiros dos corpos das meninas sonhando.

Desloco as consciências,
a rua estala com os meus passos,
e ando nos quatro cantos da vida.

Consolo o herói vagabundo, glorifico o soldado vencido,
não posso amar ninguém porque sou o amor,
tenho me surpreendido a cumprimentar os gatos
e a pedir desculpas ao mendigo.

Sou o espírito que assiste à Criação
e que bole em todas as almas que encontra.

Múltiplo, desarticulado, longe como o diabo.

Nada me fixa nos caminhos do mundo.

Murilo Mendes
 

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