Momento inesquicevel #247

estrada rural do sudeste do pará. muito pasto e muita floresta. a cada quanto assim o copiloto paulista desce pra abrir uma porteira.

a 4×4 branca derrapa na terra vermelha alguns centímetros até parar.

(palma palma palma)

Na porta aparece uma senhora de vestido e sandálias. Da janela grita o rapá:

” Bom dia senhora, a gente ta procurando o caminh[cabocla deslumbrante em seus 16 morenos anos entra em cena] de Serra Pelada..

“Como é rapaz?”

Colina sem roupa
Onda de morro nuzinha
Morena..
morena peladinha
mesa de madeira e vestidinho..
“.. é Serra Pelada”

” Cê viu aquela fazenda bem ali?”

O que, você está falando sobre essa jovem escultural que apareceu ao seu lado na soleira da porta?

“Aham… to vendo ainda..”

“Então, você volta por lá e depois vai mais acolá e virá pra cá”

As mãos acompanhavam a velha, fazendo mais sentido do que essas letras. O que não fazia sentido era o que eu falava. Não entendi mais muita coisa do que estava se passando. Na real não entendi mais nada do caminho.

Esse texto é uma tentativa de gravar uma imagem na cachola. A imagem eu entendi. Tôu vendo ela agora, não uma caixa feia branca de texto do wordpress. Tomara que eu a encontre da mesma forma quando ler isso aqui no futuro.

~ de Breno Castro Alves em 30/06/2008.

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