Parauapebas, uma cidade de merda
Puta que pariu, aversão instânea foi o que a primeira impressão da cidade mais rica do sul do Pará me causou.
Parauapebas tem Carajás e, logo, dinheiro pra caralho. Vim pra ca de trem de St. Louis (ai, que saudades do ventre ludovicense…) nos trilhos da Vale. Cruzei com uma meia duzia de trens levando minério pro porto. Um deles eu contei. 2 locomotivas, 128 vagões de mais de 100.000kg de minério. Ai mais duas locomotivas e outros 256 vagões. Olha, percebi agora, não é coincidência a proporção entre os números..
Enfim! Essa porra gera mta riqueza. Parauapebas tem 20 anos, emancipou de Marabá na esteira de ferro. Cidade nova, cheia de gente atrás de grana. Fim de linha do trem, desague de tranqueira. Nao existe laços com a terra ou tradições, todo mundo é desconfiado e mal encarado. Até agora, depois de dois dias, apenas UMA pessoa deu um sorriso simpático, e olha que eu tenho uns quatro ou sete macetes pra conquistar simpatia alheia. Acho que já parei de tentar e só quero ir embora dessa merda.
Amanhã vou pra Serra Pelada. Chato né? Depois devo seguir correndo pra Belém, não quero mais ficar por aqui. A capital paraense deve ser bem mais acolhedora..
Ah sim, finalmente entendi o peso que o termo “equatorial” tem na descrição dos climas. Não é levianamente que alguém pode utilizar essa palavra, ela vem com um peso semântico mto grande atrás. Atrás não, em cima, lá no alto, naquele puta sol amarelo que queima minhas ventas.
Outra.. faz frio a noite. Bizarro hãn? Acho que calor de noite só vi em litorais, nao interesse se caatinga, agreste ou amazônia.
Mais cedo, mais tarde, ou ainda nunca, subirei eu fotos da cidade aqui. Ou não tbm, ordenar letrinhas me diverte muito mais do que pixels coloridos.
bisous

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